Festas e Feiras do Concelho de Marvão Festas e Feiras do Concelho de Marvão Marvão está plenamente consciente dos desafios que cada vez mais se colocam no campo Cultural e por isso procura responder com criatividade e empenhamento.

A presença do público nas iniciativas até agora levadas a cabo, constitui um inestimável apoio para a continuação deste trabalho. É diversificada e abundante a oferta cultural que poderá encontrar neste concelho.

Convidamo-lo a dar vida, com a sua presença, a cada uma das manifestações.
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Festa do Castanheiro - Feira da Castanha
Novembro (segundo fim-de-semana de Novembro)

Marvão é nestes dois dias, palco daquele que provavelmente será a maior Festa do Castanheiro. Uma oportunidade única para conhecer o que de melhor a nossa região tem e faz, em particular os produtos relacionados com o castanheiro e a castanha, num ambiente de festa e descontracção.


Castanha, vinho, artesanato, gastronomia com castanha, doces de castanha, produtos regionais e a animação musical, contribuem da melhor forma para que o segundo fim-de-semana de Novembro tenha para muita gente como roteiro obrigatório, a vila de Marvão.
No âmbito da feira decorre também o Concurso de Gastronomia com Castanha, e o Concurso de Doçaria de Castanha. Estas duas iniciativas têm como principal objectivo a recuperação da gastronomia á base de castanha.
 
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Feira de Artesanato e Gastronomia
A Feira de Artesanato e Gastronomia, pretende ser uma mostra riquíssima do nosso artesanato, centro de convergência e palco para a divulgação e promoção de valores e produtos regionais.

Este certame assume-se como o meio privilegiado de valorização da nossa cultura, na sua concepção mais abrangente, como realidade económica, social e cultural.

Expõe-se o que de mais criativo há no artesanato nacional, apoiado por uma Gastronomia difícil de igualar.
Marvão é, nestes dias, uma montra multi-facetada. São ruas repletas de encantos que vão da escultura à cerâmica, do mobiliário aos bordados. A Feira é também os pratos típicos e os vinhos de excepção, a música e o folclore, a história viva e a paisagem, o pulsar de uma região e de um povo, a quase novecentos metros de altitude.
 
Esta iniciativa é um dos melhores postais ilustrado, um espectacular cartão de visita de Marvão, do Alentejo e do País.
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Al Almossasa- Festival Árabe Depois do sucesso da três primeiras edições, com uma média de 2.500 visitantes por dia, o festival islâmico de Marvão regressa com muitas novidades e em todo o seu esplendor.

de 2 a 5 de Outubro, durante 4 dias mágicos, a parte alta da vila transforma-se numa deslumbrante máquina do tempo que nos transporta directamente para o século IX, para os tempos da sua fundação por Lbn Maruan, o rebelde caudilho muladi que fundou também a cidade de Badajoz.

Conferências, Workshops, fabulosos espetáculos nocturnos, muita animação (mais de 150 performersnas ruas) e o Mercado das 3 Culturas farão as delícias de todos os visitantes.

O "Mercado das 3 Culturas", palco principal de toda esta actividade, reconstitui a ambiência das vendas dessa época e deslumbra-nos um espaço aberto à imaginação e à história. Para além de estar repleto de fabulosas recriações e animações que integragem com os visitantes, no mercado das 3 culturas poderá encontrar tudo e mais alguma coisa que possa imaginar e tenha a ver com o Islão e a sua cultura.

O público feminino certamente se deixará encantar pela enorme variedade de brincos, pulseiras e colares em prata, pelas pedras semi-perciosas, pelos trabalhos em osso, madeira e demais adereços, pelas jarras, lâmpadas, flores secas, velas, espelhos, vidros, incensos e outros elementos de decoração, pelos sapatos, túnicas, véus, cintos para dança de ventre, peles e tecidos coloridos, pelos sabonetes e perfumes, pelas tatuagens temporárias, pelas louças e tapetes orientais, pelo artesanato egípcio, de MArrocos, dos Himalaias e da Tunísia.

OS homens adorarão ver os artesãos que trabalham ao vivo, como o ferreira e o escultor de areia. A escritora árabe, a leitora da sina nas mãos, as massagens orientais, o stand de chás e ervas medicinais, os fósseis, as carteiras, as malas, cintos e sapatos em pele com design exclusivo e fabricados à mão, as antiguidades e as réplicas de armas serão outos pontos de interesse. A oportunidade de tomar uma bebida com os amigos numa envolvente de encantar e com um cenário natural único construirá outro forte aliciante.

As crianças vão adorar os livros em miniatura, os tão diferentes e coloridos brinquedos de madeira feitos à mão, a esposição permanete de aves, os passeios de burro e a quinta com animais exóticos e do campo. Os fatinhos de dançarina do ventre e os lenços árabes para a cabeça ~são sempre os produtos mais procurados. Certamente não se esquecerão das gomas, dos torrões, dos chocolates, das toras e doces de fabrico caseiro. Melhor que isto tudo, só mesmo um dia inteiro para brincar no espaço infantil propositadamente criado a pensar neles.

Todos juntos, em família, vão visiar a tenda gigante para tomar o verdadeiro chá árabe e por ali provação gostos e sabores de outras paragens como os Kebabs e o polvo assado. Destaque também para os crepes e as tâmaras, o fabrico de fogaças e pão, e a já famosa tenda dos cristãos locais com o suculento porco assado no espeto.

Para arrematar, uma ginginha ou um licor e a sempre excelsa doçaria conventual.

No Al Mossassa de Marvão terá mais de 80 pontos de venda selecionados a pensar em si, paa que viva a história e a cultura como nunca antes.

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Feriado Municipal
No dia 8 de Setembro a população de Marvão acorda ao som de foguetes e morteiros. Estão assim dados os primeiros passos para um dia intensamente preenchido por um conjunto de actividades culturais e religiosas em honra de Nossa Senhora da Estrela.
O Convento de Nossa Senhora da Estrela pertencia à Ordem de S. Francisco, estabelecida em Portugal, segundo refere a tradição, em 1214, ano em se dá como fundado em Bragança, pelo próprio S. Francisco, o primeiro mosteiro de frades franciscanos.
No entanto, a razão da edificação da Igreja e do Convento no local, ainda que fora de muralhas, prende-se com a lenda que a justifica.
Conta-se que após a batalha de Guadalete, em que foi derrotado Rodrigo, o último rei dos Visigodos, derrota essa que abriu a Península Ibérica à ocupação árabe, os habitantes de Marvão terão procurado a protecção das Astúrias, preferindo deixar a sua terra a sujeitar-se ao invasor muçulmano. As imagens que não puderam levar consigo tê-las-ão escondido de forma a evitar a sua profanação.
Entre 1160 e 1164 e no âmbito da Reconquista Cristã e formação do território português, o "morro" de Marvão voltou de novo à posse dos Cristãos. Pouco depois, numa noite em que um pastor vigiava o seu rebanho, este foi surpreendido pelo brilho de uma estrela, facto esse que se repetiu durante várias noites, até que com um companheiro decidiu subir ao cimo do monte, guiado pela misteriosa luz. Aí chegado, veio a descobrir, oculta numa pequena gruta, a imagem que durante cerca de 300 anos permanecera aguardando uma oportunidade para se revelar.
Nesse mesmo local foi a imagem da Senhora, venerada e adorada enquanto se lhe não construiu Capela mais adequada. Tem o título de Nossa Senhora de Estrela por respeito às luzes com que apareceu.
A partir de 1448 o Papa Nicolau V, autoriza a fundação do Convento de Nossa Senhora da Estrela, existindo, porém, já nessa altura uma pequena Capela em que a imagem da Senhora era venerada.
São várias as referências bibliográficas às festividades de Nossa Senhora da Estrela, entre as quais a de Possidónio Laranjo Coelho: "Em 1823 foi tal o empenho em se conseguir licença para serem corridos touros no dia da festividade da Senhora da Estrela, a 8 de Setembro..."
Sem, no entanto, sabermos uma data exacta do início dos festejos, continua este autor, em 1924: "A romaria da Senhora da Estrela actualmente é um pálido reflexo do que foi ainda há bem poucos anos. A festa decaiu da sua antiga pompa e esplendor, e o povo, perdida a feição religiosa e sentimental de outros tempos, já a ela não concorre em tão grande número".
Este testemunho de 1924 parece um pouco desfasado para os dias de hoje, onde ainda continuam vivas as manifestações de fé e a devoção pela Senhora da Estrela, bem patentes no dia da festa (8 de Setembro) que se continua a realizar anualmente.
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Festas Populares As festas populares que se realizam no Concelho de Marvão, são revestidas por um carácter religioso em que se presta culto público a certos Santos. A população venera, evoca e rodeia a memória destes Santos com honras religiosas no seguimento de uma tradição vinda dos nossos antepassados.

Os Santos eram inicialmente todos os crentes fervorosos falecidos, muito deles mártires da sua Crença, que, por suas vidas, obras e milagres, o consenso geral dos outros cristãos designava como merecedores desta forma de reconhecimento e veneração.

No entanto, é geralmente desconhecida a origem e explicação do facto de cada localidade celebrar a sua festa em honra a estes Santos.

Sendo assim, o objectivo deste trabalho é, precisamente, tentar esclarecer o porquê de serem certos Santos os escolhidos como Padroeiros ou, somente, receberem honras religiosas em cada uma das festas no Concelho de Marvão.

Quero, desde já, referir que não foi fácil a recolha de dados para a elaboração deste trabalho. Contei com testemunhos orais em cada localidade deste Concelho e também com algumas referências bibliográficas acerca do assunto. De salientar que as dificuldades se acentuaram quando algumas fontes orais referiram as incertezas acerca do tema, pois existem várias versões em relação a estas origens e porquês. Apesar de tudo, transcrevi as ideias mais prováveis e as histórias que pareceram mais credíveis.

Como não podia deixar de ser, quero agradecer a preciosa colaboração de todas as pessoas que participaram na elaboração deste trabalho, sem as quais não seria possível a sua realização. São elas:
Sr. Pe. Martinho Lourenço; Sr. Pe. Luís; Sr. Pe. Nuno Tavares; Sr. João Amador Lourenço; D. Isabel Pires; D. Maria Ana Travassos; D. Rita Baptista; D. Jacinta Martins; D. Tomásia dos Santos; D. Maria da Conceição Carita; Sr. Manuel Felizardo; D. Rosalina Marques; D. Rosa Redondo; Sr. Manuel Francisco Delgado; Sr. João Nunes Vidal; Irmã Narcisa; D. Antónia Pires; D. Alice Simões Dias e Marido; D. Maria Piedade Dias; Sr. António Ventura; D. Maria Sequeira Lourenço; D. Vicência Conchinha; D. Lucinda Caldeira; Sr. Manuel Gonçalves; Sr. Joaquim Picado; D. Balbina Nunes; Sr. José Maria Viegas; Prof. Jorge Oliveira; Profª Clara Oliveira; Sr. João Garção; D. Maria Luísa Rosado; D. Ausenda Guerreiro.

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